Governo do Distrito Federal
27/06/22 às 9h30 - Atualizado em 27/06/22 às 17h36

EAPE vai à Escola

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Reportagem: Jacqueline Pontevedra | Revisão: Alzira Neves

 

 

Se o professor não pode ir à EAPE, a EAPE vai aonde o professor está. Com o objetivo de ampliar o diálogo pedagógico e de realizar uma estratégia diferenciada de formação continuada, os profissionais da educação podem participar do Projeto EAPE vai à Escola.

 

De forma sistematizada, a ação teve início em 2021 e surgiu a partir das necessidades identificadas por diferentes professores e gestores escolares que solicitavam a presença dos formadores da EAPE nas escolas para a realização de palestras e oficinas. “Além de atender às necessidades pedagógicas de cada unidade escolar, o projeto permite que o servidor participe da formação continuada, pois, nem sempre, o profissional consegue se deslocar até a EAPE – que fica na região central de Brasília (907 sul) – para realizar os cursos. Outro motivo é que, durante os sorteios, muitas vezes, o profissional da educação não é contemplado para os cursos. Então, a realização do projeto é uma maneira de fazer com que a formação continuada chegue até a escola e contribua para a aprendizagem dos estudantes”, esclareceu a assessora da Diretoria de Organização do Trabalho Pedagógico e Pesquisa, Luciana Ribeiro.

 

Na prática, as ações de formação continuada do Projeto EAPE vai à Escola são direcionadas aos servidores das Carreiras Assistência à Educação e Magistério Público e são realizadas por meio de duas estratégias:

 

  1. Oficinas de 30h ministradas por formadores da EAPE, na modalidade EAD ou presencial, com três encontros (9 horas on-line e/ou presencial) e 21 horas indiretas, sempre às terças e quintas-feiras. As temáticas trabalhadas atendem às solicitações dos responsáveis pelas unidades escolares e os participantes das oficinas recebem certificação.
  2. Salas de Coordenação, que consistem em ações formativas com 3 horas de duração e envolvem temáticas variadas para debater e promover reflexão sobre a organização do trabalho pedagógico. Os encontros ocorrem às quartas-feiras, de forma presencial ou síncrona (por meio do Canal EAPE no Youtube e/ou via plataformas Google Meet, Microsoft Teams ou Zoom).

 

Essas duas estratégias apresentam diferenças: a sala de coordenação é um bate-papo, uma reflexão, uma conversa ou uma atividade específica sobre algum tema entre o formador da EAPE e os profissionais da educação que estão na escola. Já as oficinas têm por objetivo levar algo prático a partir de alguma questão apresentada, como, por exemplo, a produção de material didático. Dessa forma, são trabalhados temas práticos, com estratégicas práticas para a resolução das questões que os profissionais vivenciam”, explicou a assessora Luciana.

 

As demandas encaminhadas à EAPE envolvem diferentes temas como adequação curricular, qualidade de vida no trabalho, diversidade, avaliação, currículo, gestão escolar, entre outros. Na Escola Classe 604 de Samambaia, estudam 1.200 estudantes e o retorno presencial trouxe uma demanda específica para os professores, pois, de acordo com os gestores da unidade, os alunos estão mais agitados, ansiosos e muitos apresentando dificuldades de aprendizagem.

 

Formador João Montanha em atividade na aula. Foto: Daniel Fama – GITEAD/EAPE

A partir desse contexto, o grupo de profissionais solicitou a realização de uma Sala de Coordenação no formato presencial. A atividade vivencial intitulada Jogos e Brincadeiras foi ministrada pelos formadores da Gerência de Pesquisa e Formação Continuada para Etapas da Educação Básica/EAPE, José Montanha e Júlio César Cabral. Ao todo, até o momento, 1.025 professores participaram das atividades que ocorreram desde o início do mês de fevereiro deste ano. “A proposta do Projeto EAPE vai à Escola foi fundamental, pois nossos professores receberam formação no próprio local de trabalho e isso facilita muito nossa vida. Além disso, tivemos um feedback interessante: o corpo docente considerou a formação excelente e já utiliza as técnicas e as dinâmicas com as crianças durante o período do intervalo. Com certeza, queremos repetir a experiência e sugerimos que outras escolas também solicitem e participem do projeto”, destacou a supervisora pedagógica da escola, Teresinha Dantas.

 

Formador da EAPE João Montanha. Foto: Daniel Fama – GITEAD/EAPE

De acordo com o professor José Montanha, 100 escolas solicitaram a oficina que envolve a realização de variados jogos e brincadeiras populares como, por exemplo, pique-pega, brincadeiras cantadas, brincadeiras com corda, bola, balões e garrafinhas. Até o momento, 46 escolas já foram atendidas. “Trata-se de um trabalho vivencial e o efeito positivo surge quando o professor realiza, na prática, o ato pedagógico. Ele vai brincar, jogar, construir regras, ressignificar os jogos e as relações, pois nessas atividades estão inseridos os conflitos, as tensões, a afetividade e tudo isso, do nosso ponto de vista, é muito importante no processo de formação humana. E é justamente pelo diálogo estabelecido com os professores que ocorre uma troca importante”, explicou o formador.

 

Grupo de professores participantes da oficina. Foto: Daniel Fama – GITEAD/EAPE

A vice-diretora da Escola Classe 34 de Ceilândia, Ildeneide Silva, é outra gestora que fez uma avaliação positiva da atividade vivencial Jogos e Brincadeiras. “Desde 2021, nós participamos do Projeto EAPE vai à Escola e essa ação tem aprimorado muito o trabalho pedagógico dos 65 professores. Atendemos 800 estudantes e a presença dos profissionais da EAPE na própria escola facilitou muito a formação. É uma parceria relevante, pois nas áreas que identificamos mais dificuldades têm sido atendidas. Por exemplo, solicitamos a oficina do formador José Montanha, pois precisamos aprender atividades físicas específicas que auxiliem o desenvolvimento motor das crianças”, explicou a vice-diretora.

 

A formadora da Gerência de Pesquisa, Avaliação e Formação Continuada para Gestão, Carreira Assistência, Orientação Educacional e Eixos Transversais/EAPE, Renata Nogueira da Silva, também participa do projeto com a realização da oficina Educação Antirracista e Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros e com ações específicas na Sala de Coordenação. De acordo com Renata, o movimento da oficina é pensar o racismo numa perspectiva global em termos de sociedade brasileira; num segundo momento, são apresentadas estratégias de superação do racismo e, por fim, são elaboradas ações práticas para a realidade da escola.

 

O Projeto EAPE vai à Escola é uma ação pedagógica muito importante no sentido de descentralizar as ações de formação e de permitir que um grupo de professoras e professores pensem a escola a partir de uma formação coletiva. Ou seja, a formação é pensada, projetada e ministrada especificamente para o corpo docente de uma unidade escolar”, concluiu Renata.

 

Após os encontros com a formadora Renata, ações pedagógicas interventivas são elaboradas para a escola e elas contribuem com a implementação da Lei nº 10.639/03 e da Lei nº 11.645/2008 – que incluem no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino da temática História e Cultura afro-brasileira e indígena. De forma direta, a formadora já atendeu 120 professores e, de forma indireta, 3.000 docentes.

 

Com a realização do Projeto EAPE vai à Escola, o aprendizado e a troca de experiência podem aprimorar os momentos destinados às atividades pedagógicas, pois, além de elaborarmos cursos a partir das políticas públicas implementadas na rede, as diferentes necessidades e os variados contextos são considerados para a realização de uma formação continuada no ambiente escolar. Por tudo isso, precisamos fortalecer ainda mais uma rede de formação”, explicou a Subsecretária de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, Maria das Graças de Paula Machado.

 

Graça também destacou que há profissionais que procuram cursos rápidos em outras instituições apenas para garantir o certificado para a progressão vertical na carreira e essas formações nem sempre atendem as necessidades identificadas pelos responsáveis das escolas. “Nesse sentido, o Projeto EAPE vai à Escola pode oferecer uma formação de curta duração, adequada às necessidades didáticas e que oferece certificação”, concluiu a subsecretária.

 

O projeto EAPE vai à Escola é uma iniciativa da Diretoria de Organização do Trabalho Pedagógico e Pesquisa (DIOP) e está de acordo com a Portaria nº 55, de 24 de janeiro de 2022, que prevê que os professores e servidores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizem formação continuada durante o período de coordenação ou horário de trabalho.

 

De acordo com a Subsecretária Graça, outra ação também integra o Projeto EAPE vai à Escola. No início de cada semestre letivo, os formadores das diferentes gerências da EAPE também realizam visitas às coordenações regionais de ensino e a algumas unidades escolares. “Durante a semana pedagógica, realizada em fevereiro deste ano, uma formadora da EAPE foi à nossa escola para apresentar a formação continuada e, dos 60 professores da escola, 20 fizeram a inscrição para cursos ministrados neste semestre. Então, a divulgação e a presença do formador da EAPE nas unidades escolares é uma ação importante e os cursos são excelentes, pois os formadores têm consciência da missão que é multiplicar o conhecimento”, destacou o professor de Filosofia e supervisor pedagógico do Centro de Ensino Médio Setor Leste, Francisco Sernégio dos Santos.

 

E é justamente durante a participação nos cursos de formação que os professores têm a possibilidade de realizar um aprofundamento temático”, enfatizou a formadora Renata Nogueira da Silva.

 

 

Informações para agendamento

 

Os responsáveis pelas escolas que desejam receber as oficinas ou as salas de coordenação do Projeto EAPE vai à Escola devem fazer as inscrições via Sistema Eletrônico de Informações – SEI, com um prazo mínimo de vinte dias de antecedência.

 

Os interessados devem ficar atentos a algumas questões importantes. É requisito básico que haja, no mínimo, dez cursistas por turma e a solicitação deve conter: temática, data/turno, lista dos participantes (nome completo sem abreviação, CPF, matrícula, e-mail, telefone), nome e contato do responsável pelo processo.

 

Ao final da formação, é fundamental que os cursistas realizem uma avaliação da ação formativa por meio de link encaminhado. Para esclarecer dúvidas e obter outras informações sobre o projeto, basta ligar para o telefone (61) 99876-3724 ou enviar uma mensagem para o e-mail: eapevaiaescola@edu.se.df.gov.br.

 

Todas as informações sobre como realizar as inscrições foram enviadas às coordenações regionais de ensino e às unidades escolares por meio da Circular nº 53/2022 – SEE/EAPE, de 1º de junho de 2022.

 

Para orientar os professores, os dois catálogos/folders sobre as oficinas e as salas de coordenação foram especialmente produzidos e já foram encaminhados para as escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal por meio de circular e Whatsapp – aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones. Disponíveis também nos links: Oficinas na Escola e Salas de Coordenação.

 

 

EAPE vai à Escola em 2022

 

Conforme divulgado na Circular nº 53/2022, no período de 15 de fevereiro a 17 de maio de 2022, 4.826 profissionais da educação de 77 unidades escolares foram atendidos nas salas de coordenação, que ocorre sempre às quartas-feiras. Até o momento, 62 temas foram propostos. Há 42 formadores envolvidos no projeto.

 

Até o mês de maio, 154 profissionais foram atendidos nas 6 oficinas realizadas em diferentes escolas, sempre às terças e quintas-feiras. De acordo com o último levantamento, até o final do mês de maio, mais de 28 temas foram discutidos nas oficinas nas escolas.

 

 

Breve histórico do projeto

 

A live de abertura do Projeto EAPE vai à Escola ocorreu ao vivo, às 9h, do dia 22 de setembro de 2021, no Canal da EAPE no Youtube. A Secretária de Estado de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, participou desse evento que ocorreu no formato on-line.

 

Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2021, três diferentes temas nortearam a realização de três lives para o projeto. A veiculação ocorreu no Canal da EAPE e a apresentação contabilizou mais de 2.200 visualizações.

 

Quase três mil professores participaram de oito salas de coordenação, que foram ministradas em diferentes turnos. O catálogo de oferta da EAPE contava também com 17 oficinas, dentre as quais seis foram realizadas com a participação de 360 professores.

 

Cabe destacar que os formadores da Subsecretaria fazem proposição de temáticas para o Projeto EAPE vai à Escola a partir dos ciclos e percursos formativos nos quais eles atuam, mas o projeto acolhe também as demandas enviadas pelos gestores das escolas.

 

 

Podcast Informativo EAPE

 

O projeto EAPE vai à Escola também foi o tema da nona edição do podcast Informativo EAPE – esse trabalho apresenta reportagens, de até cinco minutos, que são compartilhadas nas principais plataformas de streaming, pelo Whatsapp e ficam disponíveis aqui também. Para ouvir o áudio, é só dar o play no link abaixo:

 

 

 

Fotografias

 

Para facilitar o compartilhamento e divulgação das imagens produzidas na EAPE, foi criada uma conta na rede social Flickr. A rede social permite que sejam criados álbuns para armazenamento de imagens institucionais, disponibilizadas para o público externo. Acompanhe neste link as fotos do Projeto EAPE vai à Escola. As imagens foram especialmente produzidas pelo formador e fotógrafo Daniel Fama.

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